NOSSA POSIÇÃO SOBRE O CONGRESSO DO PT/PCdoB

Desde a ida de Bolsonaro para o segundo turno, o PSOL tem defendido como centro da tática política a unidade de ação contra a extrema direita. Dada a importância estratégica da derrota das correntes e aparatos fascistas, protofascistas, defensores da ditadura, temos sustentado também a possibilidade, onde se viabilizar, da unidade eleitoral. Assim foi que […]

12 dez 2019, 17:35
NOSSA POSIÇÃO SOBRE O CONGRESSO DO PT/PCdoB

Desde a ida de Bolsonaro para o segundo turno, o PSOL tem defendido como centro da tática política a unidade de ação contra a extrema direita. Dada a importância estratégica da derrota das correntes e aparatos fascistas, protofascistas, defensores da ditadura, temos sustentado também a possibilidade, onde se viabilizar, da unidade eleitoral.
Assim foi que apoiamos Haddad. Assim também, diante do governo Bolsonaro, vemos importante construir, no caso de Porto Alegre, a unidade na eleição para a prefeitura, necessidade aumentada pelo neoliberalismo radical do governo Marchezan. Por isso, desde maio temos apresentado uma política de união das esquerdas.


Apesar de toda disposição que o PSOL demonstra em buscar uma unidade mais ampla da esquerda nessa conjuntura mais defensiva, estamos vendo a dificuldade por parte da esquerda que esteve no governo de desenvolver uma política unitária, deixando prevalecer por vezes uma linha da autoproclamação.

Assim, por exemplo, convocam um Congresso da Cidade sem uma construção com os demais partidos e movimentos sociais de Porto Alegre. Ao fim e ao cabo, apenas afirmam o campo PT/PCdoB e não uma política consequente que possa derrotar Marchezan, além de enfrentar Leite e Bolsonaro. Dessa forma, não iremos participar deste evento, pois o campo PT/PCdoB na prática tem tentado “impor” de maneira unilateral sua candidatura, seu método e seu programa. Isso não podemos aceitar.
Buscamos um acordo e todo acordo tem condições que precisam ser aceitas por ambas as partes – o que até agora não ocorreu.

Nossa proposta de prévias, feita em maio, espera ainda por uma resposta. Apresentamos, inclusive, uma proposta de composição da chapa que contemple as duas posições de esquerda: do bloco da esquerda que governou nos 13 anos, cuja experiência foi muito rica e nos estimula à reflexão e aprendizados para todos, encabeçada pelo PT e PCdoB; e a outra, do bloco da esquerda composto por PSOL e PCB, que não aceitou governar em aliança com o PMDB/PP/PTB e fez oposição no último período.


De nossa parte, mantendo a defesa de um entendimento, temos nosso nome de preferência. Trata-se da deputada federal Fernanda Melchionna como aquele que acreditamos ser o melhor nome para afirmar uma alternativa que combine combatividade e renovação. Seguimos acreditando que os interesses dos trabalhadores e da cidade estão sempre acima das razões eleitorais. Com base nisso, seguiremos conduzindo o debate sobre as eleições de 2020.

Direção do PSOL Porto Alegre