Luciana Genro

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A luta feminista é uma luta cotidiana e infelizmente, dura. Isso porque a luta das mulheres é para ter mais que voz concedida,é para que sua voz transformadora seja ouvida, que ecoe.

Aos 29 anos, é meu desejo fazer com que o nome Paloma Daudt seja uma voz que ecoe a luta feminista no Congresso Federal.

Atuo em São Leopoldo e sou professora da rede municipal de ensino de dois municípios da região do Vale do Sinos. Além disso, estou presente na luta pela cultura nessas cidades.

Nesta primeira eleição que disputo, quero ser a mais forte voz na luta pelos direitos das mulheres sobre o seu corpo e contra a violência contra a mulher.
Nosso Estado teve um crescimento absurdo de 36% nos casos de feminicídio; assim é um dos Estados onde as vozes da violência de uma sociedade patriarcal mais ecoam, onde líderes políticos conservadores espalham misoginia a cada discurso. Dessa forma, é nosso dever lutar para que a voz das mulheres sejam ouvidas e que nem uma de nós mais corra o risco de sofrer violência e morrer.

Não é mais possível também ignorar que ser socialista é ser ecossocialista, pois o sistema que vivemos produz um consumo cada vez mais agressivo e que atinge, cada vez mais, o meio ambiente e os mais pobres com os desastres ambientais fruto de uma sociedade predatória. Precisamos lutar por uma sociedade que produza seus próprios alimentos, livre de agrotóxicos, e pela ampliação dos direitos. Que, sobretudo as mulheres do campo, os trabalhadores rurais tenham direito à terra!
Que não existam mais casas sem gente do que gente sem casa!

Como participante do Coletivo Ocupação Feminista e da Marcha Mundial das Mulheres vamos levar as lutas feministas a Brasília. Também que esta luta seja acompanhada pela luta pelos direitos dos oprimidos LGBTs, negros, índios, e quilombolas!
A luta feminista é ecossocialista!