Luciana Genro

Juventude

O governo deve estar alerta para segmentos populacionais que necessitam de atenção especial. É o caso da juventude. A crise econômica brasileira foi especialmente cruel com os jovens. Dados da FEE apontam que, na Região Metropolitana de Porto Alegre, o percentual de jovens entre 15 e 29 anos desempregados era de 19,5% em 2016 – 1 a cada 5 jovens. Proporcionalmente, o desemprego aumentou mais nessa faixa etária que entre 30 e 59 anos.

Além das condições precárias de acesso ao trabalho, a violência e a pobreza são alguns exemplos do impacto do sociometabolismo do capital nas juventudes. A formulação de políticas públicas deve levar essa questão em consideração e criar meios de enfrentar o tema da exclusão dos jovens, em especial dos jovens negros e de periferia.

Prioridades e compromissos:

  • Garantir o acesso da juventude à educação, ao trabalho, à cultura, ao lazer e a todos os espaços através de um Plano Estadual para a Juventude.
  • Estabelecer meia entrada ampla e irrestrita para os jovens em atividades culturais como cinema, teatro, dança, shows e jogos, garantindo o resguardo às atividades que já tenham ingresso popular.
  • Lutar pela efetivação do transporte gratuito intermunicipal para a juventude.
  • Estabelecer incentivos à contratação de jovens, diminuindo o desemprego nessa camada populacional, através de uma Política Estadual de Trabalho para a Juventude, orientada pelas indicações da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
  • Fomentar a cultura jovem como forma de expressão, de organização e de resistência, estabelecendo incentivos à práticas como o hip hop, o slam e o grafite, entre outras.
  • Garantir espaços de cultura democráticos para os jovens artistas.
  • Desenvolvimento de Projeto de “Repúblicas” específicas para jovens em situação de rua e/ou em acolhimento institucional).