Foto: Ederson Nunes/CMPA
Foto: Ederson Nunes/CMPA

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Se o prefeito Marchezan avançar com o projeto que acaba com o emprego dos cobradores de ônibus, Porto Alegre vai parar. E para mesmo, porque a mobilização dos rodoviários na audiência pública, realizada nesta segunda-feira (2) na Câmara Municipal, já deixou um recado claro ao prefeito de que a única negociação possível é a retirada do projeto.

Na tribuna, declarei meu voto contrário a essa proposta que pretende desempregar cerca de 3,5 mil trabalhadores sob o pretexto da “modernização do transporte”. O prefeito, claramente a serviço de empresas e não de trabalhadores, fala em modernização quando sequer garante ar-condicionado e acessibilidade em toda a frota da Capital.

Sem dificuldade, os motoristas enumeram os absurdos que enfrentam na jornada de trabalho e a falta que o auxílio dos cobradores geraria. E não se trata só de organizar o pagamento da tarifa.

São os cobradores que auxiliam as pessoas com deficiência no acesso aos coletivos, são os cobradores que ajudam a orientar o embarque e o desembarque de passageiros, são os cobradores que dão a atenção necessária aos idosos e são os cobradores que têm mais condições de perceber riscos de assaltos e furtos. Marchezan quer que os motoristas, além de prestarem atenção ao trânsito – caótico, diga-se – assumam todas essas tarefas?

MEU VOTO E DA BANCADA DO PSOL NA CÂMARA É NÃO AO PROJETO QUE LIQUIDA COM O EMPREGO DOS COBRADORES DE ÔNIBUS!

Na tribuna, defendemos a luta pelos 19 votos que garantem a derrota do projeto.
Foto: Jeannifer Machado/CMPA