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Na tribuna do Plenário Ana Terra, na Câmara Municipal, uma sucessão de relatos sobre os riscos que moradores de áreas ocupadas se submetem para ter direito à energia elétrica. Moradora da Ocupação Vida Nova, uma comunidade de mais de 400 famílias na Restinga, Jaqueline Castro relembrou o incêndio que destruiu, há pouco mais de um mês, a casa onde morava com o marido e dois de seus quatro filhos. A causa foi um curto-circuito.

Outras histórias semelhantes pontuaram a audiência pública sobre regularização do fornecimento de luz em áreas irregulares, iniciativa da deputada Luciana Genro, por meio da Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa. Participei como vice-presidente da Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab) da Câmara ao lado de lideranças comunitárias de diferentes ocupações, entre elas Babilônia, Vila Nazaré, Novo Horizonte, Império, Marielle e Continental.

Os moradores reivindicam que essas áreas recebam infraestrutura para a rede elétrica, para que possam ter instalações seguras e dignas. Não querem luz de graça, querem pagar pelo serviço. Muitos pais e mães de família têm sido presos em razão das ligações improvisadas. No entanto, não são atendidos pelas distribuidoras em seus pedidos de ligação regular da luz. A audiência foi acompanhada pela Defensoria Pública do RS, pela CEEE e por movimentos de luta pela moradia.

Com meu apoio, a deputada Luciana Genro acompanhará as soluções para cada caso na Frente Parlamentar em Defesa da Moradia Digna, que coordena na Assembleia.

Foto: Samir Oliveira