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Luciana Genro e eu estivemos reunidos com Ciro Gomes na tarde desta quinta-feira (17), em Porto Alegre. Na condição de dirigente nacional do PSOL, queria encontrar Ciro Gomes por várias razões. A primeira e óbvia é que necessitamos da mais ampla unidade de ação para lutar contra o autoritarismo do projeto bolsonarista. Mas as possibilidades de unidade com as posições de Ciro vão além da luta contra as ameaças e os ataques às liberdades democráticas.

Ciro tem defendido bandeiras que contestam o poder do capital financeiro. Ou pelo menos que taxam o rentismo. Nós, que há anos defendemos a taxação das grandes fortunas, o aumento do imposto sobre a herança de milionários, enfim, uma política tributária justa, encontramos em Ciro também um porta voz forte dessas bandeiras, além da tributação sobre dividendos, cuja defesa técnica tem sido feita no Brasil pelo meu amigo e economista Sérgio Gobetti.

Então, a reunião teve um objetivo claro de estreitar relações por lutas comuns. Em uma mensagem de Facebook, onde textos longos são textos não lidos, não é o caso de fazer um relato exaustivo da conversa. Mas foi ótima. Como militantes que reivindicam o socialismo, a liberdade e a revolução, foi uma alegria encontrar um líder nacional social-democrata muito capaz e honesto.