Fotos: Leonardo Contursi/CMPA
Fotos: Leonardo Contursi/CMPA

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Desta vez, as denúncias que apontam relações suspeitas no governo Marchezan não passarão em brancas nuvens na Câmara. Protocolei nesta terça-feira (27) pedido de criação de uma CPI para investigar parte das denúncias que embasaram o mais recente pedido de impeachment do prefeito. A Câmara se negou a abrir o procedimento, mas consegui 15 assinaturas de vereadores para que ao menos se investigue o que foi denunciado.

Alguns pontos já são objeto de nossa luta por esclarecimentos há pelo menos dois anos, como a parceria da prefeitura com a ONG Comunitas e, por meio desta, com a consultoria Falconi para a construção de uma reforma administrativa e do Banco de Talentos. Essa consultoria responde a processos judiciais por irregularidades, inclusive em Pelotas, cidade governada pelo PSDB.

Outra motivação desta CPI é a suspeita de favorecimento de empresas no transporte público, por meio das relações do prefeito com o empresário Michel Costa, que foi nomeado diretor técnico da Procempa, mas era sócio de diversas empresas com negócios junto ao município.

Ele era, inclusive, representante comercial da rede de aplicativos israelense Moovit, que firmou parceria com o governo. Costa deixou o cargo após as primeiras denúncias, mas nunca se investigou que tipo de relação o governo afinal firmou com o empresário e até onde isso se estendeu dentro das negociações de serviços da prefeitura.

A CPI é para isso. Para que sejam verificadas essas questões, e a população tenha clareza sobre a conduta do poder público. Esse é um dever dos vereadores.