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A mesma Brasília que abriga os que atualmente comandam o país acolheu também o que acreditamos ser um dos braços mais importantes da resistência: o movimento estudantil. A força que os jovens organizados têm ficou evidente nesta quinta-feira (11), durante o 57º Congresso da UNE, na Universidade de Brasília (UnB).


Nossa postura, frente ao que estamos vivendo no país, não poderia ser outra se não convocar os estudantes a tomar as ruas. Foram os estudantes os protagonistas do movimento de junho de 2013, são os estudantes e a educação os mais atacados pelo governo Bolsonaro, cuja essência autoritária o afasta por completo da juventude que busca qualidade de ensino, investimento em ciência e acesso à cultura.


Se a tomada das ruas seis anos atrás não derrubou o sistema que só favorece os capitalistas, ao menos deixou claro que nem todos estão apáticos e que muito haveremos de resistir. O congresso é um espaço para o alinhamento das ideias e para a junção de forças imprescindíveis para encarar esse desgoverno.


Fundamos o PSOL porque, entre tantos pontos, acreditamos que não há possibilidade de governar com a burguesia. Também porque temos a convicção de que é preciso unidade nas ações, sem nos isentarmos da nossa responsabilidade de discutir programas, e os estudantes são base desse processo. Um congresso como esse é balizador dessas ações e elas precisam se tornar prática. Nas ruas.

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