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Se há algo cristalino no governo Marchezan é a sua capacidade de criar atritos. Até entre os seus. Agora o PP, base importante do governo, ameaça cair fora, mas está saindo atirando. Os “progressistas” (pobre do progresso) questionam – e a oposição também se pergunta há tempos – quais os critérios adotados pelo Banco de Talentos da prefeitura.

Nesta quarta-feira (10), o Diário Oficial traz um decreto do prefeito que coloca as competências do Banco de Talentos sob o guarda-chuva do Regimento Interno do Gabinete do Prefeito, um dia depois de a imprensa noticiar que o próprio PP considera esses processos obscuros. Ora, se o partido do vice prefeito diz que é obscuro, como pode ser diferente?
De fato os critérios continuam como antes. E na verdade, a rigor, nem obscuros são. São critérios de amizade com o governo. Se alguém for pesquisar, nada vai descobrir sobre como de fato são aplicados os critérios dos talentos.
O mais cínico é que o governo diz que tem critérios técnicos, profissionais, de mérito e transparente e faz do “banco de talentos” um balcão de transação dos partidos, sujeito às brigas internas de uma prefeitura que está sempre em conflito interno, em geral pela divisão de cargos entre os partidos que apoiam Marchezan. É isso o que acontece. Afinal, é banco de talentos ou balcão de negócios do governo?